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Técnico é investigado por gravar pacientes nuas em clínica de Itabira
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, nesta terça-feira (14), a investigação que apurou a atuação de um técnico em radiologia suspeito de filmar pacientes sem autorização dentro de uma clínica em Itabira. O caso ganhou repercussão após uma mulher de 28 anos denunciar a situação ocorrida durante um exame admissional, realizado no fim de novembro de 2025.
De acordo com as informações levantadas, a paciente percebeu um celular escondido no bolso do jaleco do profissional, posicionado de forma a registrar sua intimidade no momento do atendimento. O aparelho, conforme apurado, pertencia ao próprio técnico responsável pelo exame.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher, que solicitou perícia no celular apreendido. O laudo confirmou a existência de vídeos gravados sem o consentimento das vítimas. As imagens mostram, inclusive, o momento em que o investigado preparava o equipamento antes da entrada das pacientes na sala de exame.
Ainda segundo a apuração, diversos arquivos com características semelhantes foram encontrados no dispositivo, indicando que a prática pode ter sido repetida. A polícia estima que pelo menos cinco mulheres tenham sido vítimas do mesmo tipo de conduta.
Em depoimento, o suspeito, de 46 anos, admitiu ter realizado as gravações, mas apresentou justificativas consideradas inconsistentes pelos investigadores. O delegado responsável pelo caso ressaltou a gravidade da situação, destacando a quebra de confiança na relação entre profissional de saúde e paciente, além da violação da intimidade das vítimas.
Com a conclusão do inquérito, o homem foi formalmente indiciado. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que ficará responsável por analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.