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Operação Glifosato II apura lavagem de dinheiro e organização criminosa

Com o objetivo de aprofundar as investigações contra uma organização criminosa especializada em roubos, furtos, receptação de defensivos agrícolas e lavagem de dinheiro, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeou, nessa quarta-feira (17/6), a segunda fase da operação Glifosato.

Na oportunidade, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em Uberaba, no Triângulo Mineiro, expedido contra uma mulher de 29 anos, investigada por envolvimento no esquema criminoso. Durante a ação, foram recolhidos celulares e documentos que serão analisados.

Conforme apurado, a mulher seria companheira de um dos investigados na operação, atuando como “laranja” em operações financeiras ligadas ao grupo. A suspeita chegou a movimentar mais de R$ 1 milhão em um período de três anos, valor incompatível com sua capacidade financeira aparente.

Em outubro de 2024, a primeira fase da operação Glifosato resultou na prisão de 26 investigados e na apreensão de 69 veículos, incluindo automóveis de luxo, sequestro judicial de 32 imóveis e bloqueio de milhões de reais em bens e valores.

Com o avanço das apurações, um novo inquérito policial foi instaurado para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, resultando na ação de ontem.  

As investigações, a cargo da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais em Uberaba, prosseguem.

Origem dos trabalhos

As investigações tiveram início após um roubo, ocorrido no dia 14 de fevereiro de 2022, na Rodovia MGC-646, em Sacramento, na mesma região. Na ocasião, dois trabalhadores transportavam aproximadamente cinco mil litros de defensivos agrícolas, avaliados em cerca de R$ 200 mil, quando foram interceptados por criminosos em um veículo. Um dos suspeitos efetuou um disparo de arma de fogo para intimidar as vítimas, obrigando-as a interromper a viagem, levando a carga em seguida.

Por meio de levantamentos da PCMG, o caminhão utilizado no transporte da carga roubada foi localizado, poucos dias após o crime, escondido em um galpão na cidade de Uberaba. A partir da recuperação do veículo, a Polícia Civil avançou na identificação dos envolvidos, apontados como membros de uma organização criminosa com atuação em diversas regiões de Minas Gerais.

Além de qualificar outros integrantes do grupo, a Polícia Civil desvendou um sofisticado esquema utilizado para a prática de crimes patrimoniais e ocultação dos valores obtidos ilicitamente. Levantamentos indicam que a organização chegou a movimentar cerca de R$ 166 milhões, entre os anos de 2019 e 2022, valores supostamente provenientes de atividades criminosas.

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