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Operação interestadual da PCMG mira exploração de jogos de azar

Um esquema interestadual envolvendo exploração de jogos de azar, lavagem de capitais, organização criminosa e ameaça foi alvo de operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), na manhã desta quarta-feira (24/6). Entre os alvos da ação estão os suspeitos apontados como líderes do grupo investigado, estabelecidos nos estados de Minas Gerais, Piauí (PI), Maranhão (MA) e Pará (PA).

Na oportunidade, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outros 28 de busca e apreensão, sendo 10 executados em Pirapora, no Norte de Minas, 16 em Teresina (PI), um em Timon (MA) e um em Rondon do Pará (PA).

Com base nas investigações, a PCMG também representou ao Poder Judiciário pelo sequestro de bens móveis, sobretudo de 12 veículos vinculados aos investigados, que somados estariam avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão, além do bloqueio de ativos financeiros, entre eles 43 contas em nome de pessoas físicas e jurídicas.

Conforme apurado, os principais líderes do grupo criminoso investigado estariam estabelecidos nos referidos estados, de onde coordenariam uma parcela significativa das atividades ilícitas relacionadas à exploração do esquema de jogos de azar e à ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade criminosa.

Organização

De acordo com levantamentos realizados pela PCMG, o grupo criminoso articulou um esquema de comercialização ilícita de bilhetes numerados, com manipulação de resultados mediante controle das “sobras” de bilhetes não vendidos. A divulgação dos sorteios era realizada em plataformas digitais.

O esquema criminoso envolvia divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade ilícita. Além disso, integrantes do grupo atuavam intimidando e ameaçando apostadores que reivindicavam premiações supostamente obtidas.

Incompatibilidade financeira

No curso dos trabalhos, a PCMG identificou movimentações financeiras milionárias, incompatíveis com a renda formalmente declarada pelos investigados, com a ocultação e dissimulação de valores provenientes de atividades ilícitas, supostamente vinculadas à prática de lavagem de capitais por intermédio de empresas de fachada e interpostas pessoas.

As apurações foram subsidiadas por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados a partir de comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os quais evidenciaram operações atípicas (em um montante de aproximadamente R$ 11,543 milhões), fracionamento de valores, intensa circulação de numerário e incompatibilidade patrimonial em relação à capacidade econômica formalmente declarada pelos investigados.

As investigações, a cargo da 4ª Delegacia Regional em Pirapora, prosseguem.

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