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Morre repórter Alice Ribeiro da Band Minas após acidente na BR-381

A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, morreu nesta quinta-feira (16), em Belo Horizonte, após não resistir aos ferimentos causados por um grave acidente na BR-381. A jornalista, que atuava na Band Minas, estava internada no Hospital João XXIII desde a tarde de quarta-feira (15), quando ocorreu a colisão.

O acidente aconteceu em Sabará, na Região Metropolitana da capital mineira, enquanto a equipe retornava de uma pauta jornalística. O veículo da emissora colidiu frontalmente com um caminhão na altura do quilômetro 444 da rodovia. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o carro, morreu ainda no local. Já Alice Ribeiro foi socorrida em estado grave, com traumatismo craniano, e levada de helicóptero do Corpo de Bombeiros ao hospital, onde permaneceu sob cuidados intensivos por cerca de 24 horas.

A morte encefálica da jornalista foi confirmada na noite de quinta-feira (16). Segundo o Ministério da Saúde, essa condição ocorre quando há perda total e irreversível das funções do encéfalo, responsável por atividades vitais como respiração, batimentos cardíacos e consciência, não havendo possibilidade de reversão do quadro.

Em nota, a Band Minas lamentou a morte da repórter, destacando que Alice era uma profissional muito querida pela equipe. A emissora também informou que está prestando assistência à família. A jornalista deixa os pais, o irmão, o marido e um filho de apenas nove meses.

As circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, há indícios de que o veículo da emissora tenha invadido a contramão antes da colisão. O agente Flávio Marques afirmou que uma das hipóteses é que o motorista possa ter passado mal ou adormecido ao volante, embora a causa oficial ainda não tenha sido confirmada.

O caminhoneiro Leonardo Saldanha Marques de Assis, de 26 anos, relatou que tentou evitar o impacto ao perceber o carro vindo em sua direção. Segundo ele, houve tentativa de desvio para o acostamento e redução de velocidade, mas não foi possível impedir a colisão. Após o acidente, ele e um passageiro prestaram os primeiros socorros às vítimas até a chegada do resgate.

O trecho da BR-381 onde ocorreu o acidente é considerado perigoso, com histórico de colisões frontais, curvas sinuosas e alto índice de ocorrências. Profissionais que trafegam com frequência pela região relatam dificuldades e riscos constantes, o que reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos motoristas. A tragédia reacende o alerta sobre as condições da rodovia e a importância de medidas que aumentem a segurança no local.

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