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Professor apresenta documentos e contesta versão da Prefeitura sobre obra de escola em Itabira
A situação da reforma da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, no bairro Barreiro, voltou a ser debatida na Câmara Municipal de Itabira durante a reunião de comissões realizada na tarde desta terça-feira (28).
O professor Giovanni Magno Lopes utilizou a palavra para apresentar documentos que, segundo ele, contradizem o posicionamento atual da Prefeitura sobre a continuidade da obra.

A manifestação ocorreu uma semana após Giovanni participar da reunião de comissões do dia 21 de julho.
Na ocasião, ele deixou o plenário antes do término da reunião e, posteriormente, foi criticado pelo Coordenador de Gestão de Eventos da secretaria de Governo, Juber Madeira Gomes, que afirmou que as informações apresentadas pelo professor não correspondiam à realidade.
Nesta terça-feira, entretanto, Juber não esteve presente na reunião.
Logo no início do pronunciamento, Giovanni afirmou que retornava à Câmara para apresentar as atas de reuniões realizadas entre representantes da comunidade escolar, da Secretaria Municipal de Obras e da Secretaria Municipal de Educação. Segundo ele, os documentos foram produzidos pelas próprias secretarias e registram oficialmente as discussões sobre a situação estrutural da escola.
De acordo com o professor, as atas mostram que, ao longo de diversas reuniões realizadas em 2025 e 2026, técnicos e representantes do governo municipal defenderam que a estrutura do prédio não comportava uma reforma convencional. Conforme os registros apresentados, a solução considerada mais adequada naquele momento seria a demolição da unidade e a construção de um novo prédio, já que um reforço estrutural seria indispensável e não estaria contemplado no contrato da obra.
Giovanni destacou que sua preocupação aumentou após tomar conhecimento da intenção da Prefeitura de convocar a segunda empresa colocada na licitação para dar sequência aos trabalhos. Segundo ele, em encontros anteriores foi informado aos participantes que o contrato existente não possuía recursos suficientes para executar as intervenções estruturais necessárias.
Durante a apresentação dos documentos, o professor rejeitou as acusações de que estaria divulgando informações falsas e afirmou que todas as declarações feitas por ele têm como base documentos oficiais e registros de reuniões das quais participaram representantes do Executivo, pais de alunos, professores e membros da comunidade escolar.
Segundo Giovanni, mais de 15 encontros foram realizados para discutir o futuro da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim. Ele também lembrou que uma das reuniões contou com a presença de mais de 200 pessoas e que todas as manifestações dos representantes do governo foram gravadas.
Outro ponto levantado pelo professor foi a mudança de entendimento da administração municipal sobre a viabilidade da obra. Para ele, a população merece uma explicação técnica sobre os motivos que levaram o governo a alterar o planejamento inicial.
Giovanni afirmou que o principal objetivo é garantir a segurança dos estudantes, professores e servidores que utilizarão o prédio após a conclusão da obra. Ele defende que sejam apresentados os laudos de engenharia que fundamentaram a decisão de substituir a proposta de demolição por uma reforma.
O professor informou ainda que protocolou um pedido para que a Comissão de Educação da Câmara acompanhe todo o processo, solicite os documentos técnicos e fiscalize as próximas etapas da obra.
Na avaliação dele, o debate não deve ser tratado como uma disputa política, mas como uma questão de interesse público. Giovanni argumentou que as divergências entre as informações divulgadas pela Prefeitura ao longo dos últimos meses geram dúvidas na comunidade escolar e reforçam a necessidade de transparência.
Ao encerrar o pronunciamento, o professor voltou a afirmar que todas as informações apresentadas têm respaldo em atas assinadas durante reuniões oficiais e cobrou que o governo municipal esclareça, de forma detalhada, quais fatores justificaram a mudança de posicionamento sobre a recuperação da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, localizada no bairro Barreiro.