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Polícia Civil prende suspeito de abusar de adolescente em Itabira; investigação aponta crimes desde 2022

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente um homem de 59 anos investigado por cometer abusos sexuais contra uma adolescente de 14 anos, em Itabira. A prisão foi autorizada pela Justiça após pedido da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), que conduz o inquérito.
As investigações tiveram início após a escola onde a adolescente estuda identificar um número elevado de faltas às aulas. Durante uma reunião com a equipe escolar, a jovem revelou que estaria sendo vítima de violência sexual praticada pelo investigado. Diante da gravidade do relato, a instituição comunicou imediatamente o caso às autoridades competentes.
Segundo a Polícia Civil, a adolescente está sob guarda provisória da tia, que é casada com o suspeito. Após a denúncia, a vítima foi encaminhada para o procedimento de Escuta Especializada, medida prevista para garantir um atendimento adequado e evitar a revitimização, enquanto os órgãos de proteção passaram a acompanhar o caso.
Conforme a apuração da DEAM, os abusos teriam começado em 2022, quando a vítima tinha cerca de 10 anos, e continuado até julho de 2026. Os relatos apresentados pela adolescente deram origem ao inquérito policial, que reuniu depoimentos, diligências e outros elementos considerados relevantes para a investigação.
Com base nas provas obtidas durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi analisado e deferido pelo Poder Judiciário.
O homem foi localizado, preso e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça durante o prosseguimento das investigações.
A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo continua para esclarecer completamente os fatos e verificar se podem existir outras possíveis vítimas relacionadas ao caso.
A corporação também reforçou a importância da denúncia de qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes. Casos dessa natureza podem ser comunicados à Polícia Civil, aos Conselhos Tutelares, às demais forças de segurança ou por meio do Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

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