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Operação Ártemis apura corrupção de testemunhas e fraude processual
Corrupção de testemunhas, fraude processual e falso testemunho. Esses são os crimes apurados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) no âmbito da operação Ártemis, desencadeada na manhã desta quarta-feira (11/2). Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Barão de Cocais e Nova União, região Central do estado.
A ação teve como objetivo arrecadar material para subsidiar a investigação em curso. Entre os endereços alvo da operação estava uma clínica médica, localizada em Barão de Cocais.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos quatro celulares, pen drives, câmeras espiãs e diversos documentos, os quais serão submetidos à análise técnica e pericial.
Indícios do crime
As investigações iniciaram com base em indícios do possível envolvimento de um médico radiologista nos crimes em apuração. O homem foi condenado em 2025 por importunação sexual em desfavor de duas pacientes.
Os abusos teriam ocorrido em 2022, um deles no posto de saúde do município de Nova União, e o outro em uma clínica particular localizada em Barão de Cocais, ambos no contexto do exercício da atividade profissional do condenado.
Durante as investigações, as quais resultaram na condenação do médico, surgiram elementos consistentes de que, antes da audiência de instrução e julgamento, o médico e pessoas a ele vinculadas teriam procurado uma das vítimas com o objetivo de fazê-la desistir de comparecer ao ato judicial.
Ainda segundo apurado, o investigado também teria oferecido vantagem econômica a uma testemunha para que ela prestasse declarações falsas em juízo, tendo em vista a negativa da vítima em desistir do processo.
Ártemis
A operação contou com a participação de 12 policiais civis, mobilizados de maneira estratégica para o cumprimento simultâneo das ordens judiciais nas duas cidades.