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Homem é indiciado por tortura e cárcere privado contra companheira
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou, nesta segunda-feira (1º/12), o inquérito que investigou a agressão brutal sofrida por uma mulher de 46 anos, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O suspeito, um homem de 53 anos e companheiro da vítima, havia sido preso em flagrante no dia do crime, ocorrido em 23 de novembro, após o casal retornar de uma festa.
Segundo apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o agressor, tomado por ciúmes, manteve a vítima privada de liberdade e a espancou, causando ferimentos gravíssimos. Entre as lesões, está uma mutilação permanente: o homem mordeu, arrancou e engoliu parte da boca da mulher.
Com base nas provas reunidas, o suspeito foi indiciado por tortura e cárcere privado. “A vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e emocional, ameaçada, impedida de se defender e teve sua liberdade cerceada”, afirmou a delegada responsável, Alessandra Azalim.
Violência extrema
A delegada ressaltou a brutalidade do ataque. “Este caso mostra, de forma contundente, como a violência pode deixar marcas físicas e psicológicas profundas. A mutilação demonstra uma postura desumanizada do agressor, que tratou o corpo da vítima como se fosse um território sob seu domínio. Nenhuma mulher é propriedade de homem algum. Ciúmes nunca justificam agressões”, destacou.
A conclusão do inquérito acontece durante a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Nesse contexto, a delegada reforçou a importância da denúncia para interromper ciclos de violência e responsabilizar agressores.
Casos desse tipo podem ser registrados presencialmente em unidades policiais ou pelos canais 190, 197, 180, 181, além da Delegacia Virtual.