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Por determinação de Moraes, Jair Bolsonaro é detido preventivamente pela PF

BRASÍLIA — A Polícia Federal prendeu preventivamente, na manhã deste sábado (22/11), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a medida com base na necessidade de preservar a ordem pública diante de possíveis riscos identificados pela Justiça.

A prisão preventiva não se trata da execução da pena imposta a Bolsonaro no processo em que ele foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena, porém, só poderá ser cumprida de forma definitiva após o trânsito em julgado, etapa ainda não alcançada.

Desde agosto, Bolsonaro estava em prisão domiciliar por descumprir decisões judiciais. Com a nova ordem, ele foi levado por agentes à Superintendência da PF em Brasília, onde passou por exame de corpo de delito e permanecerá até a audiência de custódia marcada para domingo (23/11), às 12h. Nessa audiência, um juiz avaliará as condições e a legalidade da prisão preventiva.

A defesa do ex-presidente tem até segunda-feira (24/11) para apresentar embargos de declaração, recurso que busca esclarecer pontos do julgamento realizado pelo STF. Antes mesmo da nova ordem de prisão, os advogados já haviam solicitado que Bolsonaro seguisse em prisão domiciliar humanitária, alegando problemas de saúde — familiares relatam episódios recorrentes de vômitos e soluços.

A decisão repercutiu de imediato entre aliados e familiares. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma oração nas redes sociais, enquanto o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticou duramente a medida. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, convocou apoiadores para uma vigília na noite deste sábado, com o objetivo, segundo ele, de rezar “pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil”. O ato ocorreria próximo ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.

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