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STJD adia julgamento, e Dudu desfalca o Atlético contra o Flamengo pela Copa do Brasil

O atacante Dudu seguirá como desfalque do Atlético na partida contra o Flamengo, marcada para a noite desta quinta-feira (31), no Maracanã, pela Copa do Brasil. O julgamento do jogador no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que poderia permitir sua liberação para o jogo, foi adiado novamente — desta vez por motivos de saúde de uma das auditoras, que não votou após a sustentação oral das advogadas de defesa.

Esse foi o segundo recurso apresentado pela equipe jurídica de Dudu, que busca a absolvição do atleta no processo em que ele foi condenado por misoginia contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Ainda não há nova data definida para o julgamento, mas a expectativa é que ocorra na próxima semana.

Apesar do impasse, Dudu chegou a viajar com a delegação atleticana para o Rio de Janeiro, na esperança de ser liberado para o confronto decisivo. No entanto, ele segue fora de combate, como já ocorreu nos duelos anteriores contra Palmeiras e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

Relembre o caso

Dudu foi suspenso por seis jogos e multado em R$ 90 mil após decisão da 5ª Turma do STJD. A punição foi baseada no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de práticas discriminatórias, desdenhosas ou ultrajantes motivadas por preconceito de sexo, raça, origem, idade ou condição.

A condenação teve como base publicações feitas por Dudu nas redes sociais, em janeiro, quando o jogador deixou o Palmeiras rumo ao Cruzeiro. Em resposta a críticas da presidente Leila Pereira, o atacante publicou frases ofensivas e depreciativas, como:

“O caminhão estava pesado e mandaram eu sair pelas portas do fundo!!! Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua, sra. @leilapereira. Me esquece VTNC.”

Segundo a procuradoria do STJD, a sigla “VTNC” é reconhecida como ofensa nas redes sociais. Dudu, por sua vez, alegou que a expressão significava “Vim Trabalhar no Cruzeiro”. Em outra postagem, ele também escreveu que Leila era “#falsamaisdoquenotade2reais”.

A defesa do atacante tenta, além da absolvição, a concessão de um efeito suspensivo para liberar o jogador enquanto o julgamento definitivo não é concluído.

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