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Dividido, PSD expõe crise interna e Leandro Pascoal desafia decisão do partido

O clima político esquentou em Itabira após o Partido Social Democrático (PSD) tornar pública sua posição contrária ao polêmico Projeto de Lei 111/2025, de autoria do prefeito Marco Antônio Lage (PSB). A proposta prevê a retomada do critério de faixa salarial para a concessão do cartão-alimentação aos servidores municipais — uma mudança que atinge diretamente o bolso de centenas de trabalhadores.

A posição oficial do partido foi apresentada em carta aberta lida pelo servidor público Geovani Magno Lopes, durante a manifestação de servidores na Câmara Municipal, na segunda-feira (28). No documento, o PSD também criticou o aumento no desconto em folha para o custeio do plano de saúde dos servidores, outra medida considerada prejudicial pela categoria.

Apesar da firmeza da nota, a unidade interna da legenda foi colocada em xeque poucas horas depois. Leandro Pascoal, único vereador do PSD em exercício na Câmara, sinalizou que pode contrariar a orientação partidária e votar favoravelmente ao projeto enviado pelo Executivo. O parlamentar afirmou que sua decisão será baseada em uma avaliação pessoal sobre o que considera ser melhor para a cidade, independentemente da posição de seu partido ou da pressão popular.

A declaração causou ruído nos bastidores políticos e levantou questionamentos sobre uma possível ruptura entre a cúpula partidária e seu representante no Legislativo. Para muitos, a divergência pode indicar um racha interno no PSD, enquanto outros enxergam o movimento como uma estratégia de aproximação com o governo municipal.

Seja como for, o impasse expõe uma fragilidade política que pode ter reflexos importantes na condução de outras pautas no Legislativo. Com os servidores mobilizados e a sociedade acompanhando de perto, a votação do projeto 111/2025 promete ser um termômetro não só da relação entre Executivo e Câmara, mas também da estabilidade interna dos partidos.

A expectativa agora gira em torno do posicionamento final do vereador Leandro Pascoal e da resposta que o partido dará caso ele decida desobedecer à linha traçada oficialmente.

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