Desenvolvimento Única Sites
Michael Jackson enfrentava dificuldades financeiras e insônia nos meses que antecederam sua morte, há 16 anos
Um novo livro escrito por John Mason, ex-advogado e amigo próximo de Michael Jackson, revela detalhes sobre os momentos finais do cantor, que teriam sido marcados por exaustão extrema, insônia crônica e forte pressão financeira. Intitulada Crazy Lucky: Remarkable Stories from Inside the World of Celebrity Icons, a obra ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, mas promete lançar nova luz sobre os bastidores da vida do astro nos dias que antecederam sua morte.
Segundo Mason, o “Rei do Pop” enfrentava um estado físico e mental debilitado enquanto se preparava para uma série de 50 shows na O2 Arena, em Londres, marcando seu retorno aos palcos entre julho de 2009 e março de 2010. A turnê era vista como uma oportunidade de reerguer sua carreira e resolver problemas financeiros agravados por dívidas e pelo alto custo de manutenção do rancho Neverland.
Michael Jackson faleceu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, vítima de uma parada cardíaca provocada por uma overdose de sedativos e do anestésico propofol — uma substância usada em ambientes hospitalares e que foi administrada por seu médico pessoal, Conrad Murray. Mason relata que o cantor demonstrava preocupação com sua saúde e sua capacidade de cumprir a agenda exigente da turnê. “Michael me disse: ‘Não consigo funcionar se não dormir. Eles vão ter que cancelar [os shows]. E eu não quero que cancelem’”, conta o autor.
O livro também revela que o cantor chegou a desmaiar durante um ensaio, mas ainda assim decidiu continuar os preparativos. Mason destaca que Jackson estava obcecado com a turnê e disposto a superar qualquer obstáculo, mesmo com o desgaste evidente.
Conforme detalhado na publicação, o cantor sofria de insônia grave, ansiedade e episódios de paranoia, o que o levou a solicitar o uso de propofol para conseguir dormir. Entre 1h30 e 7h30 da madrugada de sua morte, Murray teria aplicado várias doses do anestésico. A prática, considerada imprudente, resultou na condenação de Murray por homicídio culposo em 2011. Ele cumpriu quatro anos de prisão.
A narrativa apresentada por Mason reforça a imagem de um artista fragilizado pelas pressões da fama, pela cobrança de performances impecáveis e pelas dificuldades pessoais que enfrentava fora dos holofotes. A obra pretende mostrar o lado humano do ícone pop, revelando as batalhas silenciosas que travou nos bastidores até seus últimos dias.