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Federação Alemã é condenada por evasão fiscal em caso relacionado à Copa do Mundo de 2006

A Federação Alemã de Futebol (DFB) foi condenada nesta quarta-feira (25) por evasão fiscal, em um processo que teve início com suspeitas de corrupção na escolha da Alemanha como sede da Copa do Mundo de 2006. A Justiça alemã concluiu que a entidade sonegou impostos ao disfarçar um pagamento de € 6,7 milhões como despesa comercial, resultando em uma multa de € 110 mil (aproximadamente R$ 702 mil).

O julgamento, realizado em um tribunal regional de Frankfurt, encerra um processo que se arrastava há cerca de dez anos. Segundo as investigações, o valor pago à Fifa em 2005 foi utilizado para quitar um empréstimo contraído por Franz Beckenbauer, então chefe do comitê organizador da Copa. O empréstimo havia sido feito junto a Robert Louis-Dreyfus, ex-executivo da Adidas, e teria sido canalizado por meio de um escritório de advocacia suíço até uma empresa no Catar, pertencente a Mohammed Bin Hammam, membro do Comitê Executivo da Fifa à época.

Apesar das suspeitas iniciais de compra de votos para garantir a realização do torneio na Alemanha, o caso tomou outro rumo ao ser comprovada a sonegação de impostos. A DFB teria declarado o reembolso do empréstimo como se fosse uma contribuição para uma festa de abertura da Copa — evento que nunca ocorreu — e depois classificado a despesa como comercial no ano seguinte.

Entre os nomes envolvidos no escândalo estão Theo Zwanziger, ex-presidente da DFB, Wolfgang Niersbach, seu sucessor, e Horst R. Schmidt, ex-secretário-geral da entidade. Todos foram inicialmente acusados, mas os processos individuais foram encerrados após o pagamento de multas. Em 2015, Zwanziger chegou a declarar à revista Spiegel que existia “com certeza um fundo secreto na candidatura alemã”.

A juíza Eva-Marie Distler afirmou que ficou evidente para o tribunal que a DFB cometeu sonegação fiscal e que os envolvidos estavam cientes da situação. Inicialmente, a multa aplicada seria de € 130 mil, mas o valor foi reduzido em € 20 mil devido a atrasos processuais. A DFB ainda pode recorrer da decisão.

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