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Trump cogita repassar receita de tarifas para americanos de baixa renda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (3) que o governo estuda a possibilidade de repassar aos americanos de baixa e média renda parte da receita gerada pelas tarifas aplicadas a parceiros comerciais. “Pode haver uma distribuição ou um dividendo para o povo do nosso país”, declarou Trump a jornalistas, antes de embarcar no Air Force One, após deixar seu clube de golfe em Nova Jersey. No entanto, o republicano não apresentou detalhes sobre como isso funcionaria na prática.

Na última quinta-feira, Trump anunciou novas tarifas sobre produtos de mais de 60 países, incluindo o Brasil, que foi o mais afetado, com uma taxa de 50%. Mesmo antes da implementação dessas novas medidas, a arrecadação com tarifas já havia aumentado expressivamente em 2025. Segundo dados do Tesouro norte-americano, os impostos sobre mercadorias importadas e taxas especiais somaram US$ 152 bilhões até julho — quase o dobro do valor arrecadado no mesmo período do ano fiscal anterior.

Trump tem defendido essas tarifas como um sucesso de sua política econômica, apesar das críticas de que os custos estão sendo repassados aos consumidores e aumentando a incerteza no comércio global. A arrecadação, segundo membros de sua administração, ajudaria a cobrir o rombo causado pela recente redução de impostos aprovada pelo Congresso, estimada em US$ 3,4 trilhões ao longo da próxima década.

Nas redes sociais, após a divulgação de um relatório fraco de empregos, Trump voltou a destacar as tarifas como fonte importante de recursos: “A boa notícia é que as tarifas estão trazendo bilhões de dólares para os EUA!”, escreveu.

Alguns analistas acreditam que, caso mantidas, as tarifas podem gerar mais de US$ 2 trilhões em receita na próxima década. No entanto, a maioria dos economistas projeta que essas medidas sejam revertidas com o tempo. Ainda assim, há quem reconheça que abrir mão dessa arrecadação não será simples. “Acho que isso é viciante”, afirmou João Gomes, economista da Wharton School da Universidade da Pensilvânia. “É muito difícil abrir mão de uma fonte de receita quando a dívida e o déficit estão no patamar atual”, concluiu.

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