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Rodrigo Manga, prefeito tik toker, é acusado de favorecer empresa investigada por corrupção antes de tomar posse

Rodrigo Manga (Republicanos), prefeito de Sorocaba (SP), e a primeira-dama, Sirlange Maganhato, são alvos da operação “Copia e Cola” da Polícia Federal, que apura fraudes em contratos com organizações sociais na saúde pública. As investigações indicam que o prefeito mantinha contato com representantes do Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Iase, antigo Aceni) ainda durante a campanha eleitoral, em 2020.

Desde o início do mandato, o Iase firmou contratos que ultrapassam R$ 100 milhões com a prefeitura. A operação teve como base conversas interceptadas entre dirigentes da entidade e aliados de Manga, nas quais discutem apoio político e acordos prévios para assumir unidades de saúde da cidade.

Reuniões antes e depois da eleição

Segundo a PF, mensagens e encontros com secretários municipais ocorreram antes mesmo de o instituto ser oficialmente contratado. Um dos envolvidos, Paulo Korek, trocou mensagens com o então secretário de Administração, Fausto Bossolo, que foi condenado anteriormente por corrupção.

Logo após reuniões, a prefeitura cancelou contratos com outras organizações e repassou serviços para o Iase, levantando suspeitas de direcionamento e pagamento de propinas.

Casa de luxo comprada com dinheiro vivo

A Polícia Federal também apura o uso de dinheiro vivo na compra de uma casa de alto padrão por Rodrigo Manga. Segundo o relatório, o prefeito pagou R$ 183 mil em espécie como entrada de um imóvel avaliado em R$ 1,5 milhão. O restante foi financiado.

A PF aponta ainda movimentações suspeitas ligadas à igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, da qual a cunhada da primeira-dama é fundadora. Em dois anos, a igreja repassou R$ 750 mil à empresa da esposa do prefeito, sem justificativa clara da origem dos recursos.

Amigo e operador financeiro

O empresário Marco Silva Mott, amigo de infância de Manga, é investigado por operar o esquema financeiro. Ele teria movimentado mais de R$ 6 milhões em espécie, sem origem declarada. Parte dos depósitos ocorreu logo após reuniões dentro da Prefeitura de Sorocaba.

Segundo a PF, há indícios de que Mott usava artifícios de subavaliação na compra e venda de imóveis para lavar dinheiro. Em uma das transações, um imóvel declarado por R$ 450 mil teria sido adquirido por mais de R$ 1 milhão.

Acusações de superfaturamento e outras ações

Rodrigo Manga também é réu em ações de improbidade administrativa. Uma delas trata de um contrato superfaturado em R$ 11 milhões na compra de lousas digitais. Auditoria do Tribunal de Contas de São Paulo aponta que o valor pago pelas unidades foi 55% superior ao praticado por outras prefeituras.

Ele também responde por suspeitas em contratos de semáforos e kits de robótica.

Prefeito das redes sociais e planos para 2026

Apesar das acusações, Manga mantém forte presença nas redes sociais, onde tem cerca de 6 milhões de seguidores somando TikTok e Instagram. Conhecido como “prefeito tiktoker”, ele foi reeleito em 2024 e anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026, pelo PRTB, caso Jair Bolsonaro não concorra.

Segundo a assessoria, ele tem apoio do deputado federal Marcos Pereira (Republicanos) e de lideranças do PRTB, como Pablo Marçal.

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