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Professor é indiciado por importunação sexual contra estudante em escola de Itabira

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta terça-feira (10) o inquérito policial que investigava um caso de importunação sexual ocorrido dentro de uma escola estadual em Itabira.

O investigado é um professor de 43 anos, que foi indiciado por praticar ato libidinoso contra um estudante de 15 anos. Segundo as apurações conduzidas pela delegacia da PCMG no município, o docente teria se aproximado da vítima por trás e encostado propositalmente o órgão genital no corpo do adolescente, em um ato descrito como “sarrada”.

De acordo com o relato de testemunhas, colegas de classe que presenciaram a situação afirmaram que, após o ocorrido, o professor se afastou do local sorrindo de forma considerada maliciosa.

Durante o interrogatório, o investigado negou a acusação e declarou que o contato teria sido apenas uma “ombrada” em tom de brincadeira. Ele também alegou que a denúncia seria resultado de insatisfação de alguns alunos.

Mesmo com a versão apresentada pela defesa, a investigação concluiu pelo indiciamento do professor com base no artigo 215-A do Código Penal, que trata do crime de importunação sexual — caracterizado pela prática de ato libidinoso contra alguém, sem consentimento, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia.

Segundo a polícia, o depoimento da vítima foi considerado consistente e coerente ao longo de todo o procedimento investigativo. Relatórios elaborados durante a apuração também apontaram que o estudante apresentou sinais de forte desconforto e abalo emocional após o episódio.

O delegado responsável pelo caso, João Martins Teixeira Barbosa, destacou a gravidade do ocorrido, principalmente por ter acontecido dentro do ambiente escolar.

De acordo com a autoridade policial, a escola deve ser um espaço seguro para alunos e profissionais da educação. Ele ressaltou que condutas de natureza sexual sem consentimento são ainda mais graves quando praticadas por alguém que ocupa posição de autoridade pedagógica.

Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar as provas reunidas e decidir sobre as medidas processuais cabíveis.

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