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Polícia prende suspeito de participação em morte de torcedor do Cruzeiro em emboscada
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (26) um torcedor do Palmeiras suspeito de participação no ataque a dois ônibus da torcida organizada do Cruzeiro, ocorrido em outubro de 2023, na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, na Grande São Paulo. A emboscada terminou com a morte de um integrante da Máfia Azul.
A prisão foi realizada por agentes da 3ª Delegacia de Repressão a Homicídios Múltiplos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Suspeito transportou barras de ferro
O homem, de 32 anos, foi apontado nas investigações como responsável por transportar as barras de ferro utilizadas no ataque contra os torcedores cruzeirenses. Na ação desta terça, a polícia apreendeu barras de ferro e outros objetos ligados ao crime.
De acordo com a Polícia Civil, o mesmo suspeito teria participado de um ataque ao Centro de Treinamento do Palmeiras em 10 de agosto deste ano, quando um grupo mascarado depredou as dependências do clube.
Investigações em andamento
Até o momento, a operação já identificou 43 envolvidos na emboscada contra a torcida do Cruzeiro. Ao todo, 26 pessoas foram presas. As investigações continuam.
Relembre o caso
Em outubro de 2023, torcedores do Cruzeiro retornavam a Belo Horizonte após um jogo contra o Athletico Paranaense, em Curitiba, quando foram surpreendidos por integrantes da Mancha Alvi Verde, torcida organizada do Palmeiras.
Um dos ônibus foi incendiado e outro depredado. No ataque, barras de ferro, pedaços de madeira, fogos de artifício e rojões foram usados contra os cruzeirenses. Um torcedor de 30 anos morreu e outros ficaram feridos.
Em dezembro do ano passado, o Ministério Público denunciou 20 integrantes da Mancha Alvi Verde. Segundo a denúncia, os acusados assumiram “o risco de resultado homicida, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e de meio que possa resultar em perigo comum, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”.