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PCMG prende mulher suspeita de aplicar golpes em contratos de casamento
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, no fim da tarde de quarta-feira (17/12), uma mulher investigada por aplicar golpes estruturados em contratos de organização de casamentos em Belo Horizonte. A ação foi realizada por equipes da 3ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes, vinculada ao Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof).
A prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte, após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A decisão levou em consideração a gravidade dos crimes, a reincidência das condutas e o risco concreto de continuidade dos delitos.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, a suspeita era responsável por uma empresa de cerimonial de eventos e firmava contratos para a organização de casamentos. Após fechar os acordos com os clientes, ela oferecia a intermediação de diversos serviços, como buffet, decoração, atrações musicais e outros itens comuns nesse tipo de evento.
A investigada alegava manter parcerias com fornecedores, o que transmitia confiança às vítimas. No entanto, os valores pagos pelos clientes, que supostamente seriam repassados a terceiros, eram desviados para contas bancárias ligadas à própria suspeita e a pessoas próximas, incluindo familiares, companheiro, enteada e ex-funcionários.
Segundo a Polícia Civil, a estratégia tinha como objetivo ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro, caracterizando uma estrutura organizada de fraude.
Uso de documentos e dados falsificados
As apurações também revelaram o uso de contratos falsificados e a utilização indevida de dados pessoais de funcionários, sem autorização, para formalizar negociações fraudulentas. Esses documentos eram apresentados às vítimas como prova de que os serviços haviam sido contratados, quando, na prática, não existiam acordos reais com fornecedores.
Além do cerimonial básico, a investigada também comercializava serviços adicionais que nunca foram efetivamente contratados, como cabines fotográficas, mascotes de times de futebol, bebidas destiladas, chinelos personalizados, geradores de energia e atrações musicais.
Prejuízo e número de vítimas
Até o momento, a Polícia Civil identificou ao menos 18 vítimas do esquema, com um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 141 mil. As investigações indicam que, após receber os valores, a suspeita encerrou formalmente as atividades da empresa em outubro deste ano, sem qualquer aviso prévio aos clientes.
Após o fechamento da empresa, a comunicação com as vítimas foi totalmente interrompida, deixando casais e familiares sem respostas e, em muitos casos, às vésperas da realização dos eventos contratados.
Prisão da investigada
Após trabalho de inteligência e monitoramento, a mulher foi localizada na residência de um familiar, no bairro Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte. Ela foi presa sem resistência e encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar novas vítimas e esclarecer completamente a dinâmica criminosa, incluindo a participação de possíveis colaboradores no esquema.
Orientação às vítimas
A PCMG orienta que outras pessoas que possam ter sido lesadas procurem uma unidade policial para registrar ocorrência e contribuir com o andamento das investigações. O caso serve de alerta para a importância de verificar a idoneidade de empresas e profissionais antes da contratação de serviços para eventos.