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Megaoperação contra o PCC apreende 141 carros, sequestra 192 imóveis e bloqueia R$ 1,2 bi

Uma megaoperação com mais de 1.400 agentes da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal desarticulou, na quinta-feira (28), um sofisticado esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) que utilizava empresas e fundos de investimento para lavar dinheiro. A ação, que ocorreu em 10 estados brasileiros, tem o objetivo de combater a infiltração do crime organizado na economia formal.

De acordo com as autoridades, uma das empresas-chave do esquema, uma fintech, movimentou R$ 47 bilhões entre 2020 e 2024. A operação faz parte de um conjunto de três grandes investigações, incluindo as Operações Quasar e Tank, com foco no braço financeiro da facção criminosa.

A força-tarefa, que contou com mais de 350 auditores fiscais, agiu simultaneamente nos estados de São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.

No total, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Seis pessoas foram presas, de um total de 14 mandados de prisão expedidos. A investigação mira 41 pessoas físicas e 255 pessoas jurídicas ligadas ao esquema.A ação teve um impacto financeiro significativo, com a apreensão de um vasto patrimônio. Os valores detalhados pelas autoridades incluem:

  • A Receita Federal já lançou mais de R$ 8,4 bilhões em autuações fiscais, com a expectativa de que o valor suba.
  • A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 1,2 bilhão para cobrir as autuações já realizadas.
  • Mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo foram apreendidos.
  • Um total de 141 veículos foram confiscados, além do sequestro judicial de outros 100.
  • Foram sequestrados 192 imóveis e duas embarcações.

Fundos de investimento eram usados para lavar dinheiro

Um dos pontos mais alarmantes da investigação foi a descoberta de que o esquema utilizava fundos de investimento para movimentar o dinheiro do crime. A Receita Federal identificou 40 fundos com patrimônio de cerca de R$ 30 bilhões ligados à organização criminosa.

Esses fundos, tanto imobiliários quanto multimercado, foram usados para adquirir bens de alto valor, incluindo:

  • Um terminal portuário.
  • Quatro usinas de produção de álcool.
  • Participação em outras duas usinas.
  • Uma frota de 1.600 caminhões.
  • Mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas avaliadas em R$ 31 milhões e uma residência de luxo no valor de R$ 13 milhões.

A justiça determinou o bloqueio total de 21 desses fundos, administrados por três gestores que também são alvos da operação.

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