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Fiscalização aponta armazenamento irregular de armas e explosivos em delegacia
Uma fiscalização realizada pelo Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep) identificou armas de fogo, fogos de artifício e outros materiais apreendidos armazenados de forma irregular em uma delegacia da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A situação reacende a cobrança da entidade para a implementação de uma cadeia de custódia no estado, proposta defendida desde 2020. O tema será discutido nesta quinta-feira (27) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Segundo o Sindep, durante a inspeção foi constatado que os itens apreendidos estavam “largados” no interior da unidade policial. Para o presidente do sindicato, Marcelo Horta, a situação é “gravíssima”, especialmente após o episódio que envolveu o furto de 220 armas da 1ª Delegacia do Barreiro, crime atribuído a uma servidora administrativa.
Horta alerta que o armazenamento inadequado de artefatos explosivos e fogos de artifício representa risco direto para os próprios policiais que trabalham no local. Ele destaca ainda que armas e drogas permanecem guardadas sem os critérios mínimos de segurança, o que aumenta a possibilidade de novos extravios, como o registrado no Barreiro.
De acordo com o presidente do Sindep, a ausência de uma cadeia de custódia estruturada “é uma tragédia anunciada”. Horta também explicou que o fluxo dos materiais apreendidos deveria seguir etapas formalizadas, garantindo controle, registro e segurança desde o momento da apreensão até sua destinação final — algo que, segundo ele, ainda não ocorre de maneira adequada em várias unidades do estado.