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Empresário preso por matar gari em BH tinha currículo falso com universidades renomadas
O caso do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido em 11 de agosto, em Belo Horizonte, ganhou novos desdobramentos. O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, preso em flagrante pelo crime, se apresentava como graduado e pós-graduado em instituições renomadas, mas investigações revelaram que as informações eram falsas.
O crime
Laudemir foi morto a tiros durante uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre. O empresário Renê, incomodado com a obstrução causada por um caminhão de coleta de lixo, desceu do carro armado e disparou contra o gari, que não resistiu aos ferimentos. Horas depois, Renê foi localizado e preso pela polícia em uma academia de luxo na região Oeste da capital.
Falsificação de currículo
Apresentado como profissional de alto nível, Renê alegava ter formações acadêmicas em instituições prestigiadas. Porém, todas as informações foram desmentidas:
- Harvard Business School (EUA): confirmou que não há registro do empresário em seus cursos;
- PUC-Rio: negou qualquer graduação ou pós-graduação realizada por Renê;
- Esalq-USP: esclareceu que ele não concluiu mestrado, podendo ter participado apenas de um curso de extensão;
- ESPM: também negou vínculo acadêmico com o empresário.
Repercussão
O assassinato gerou comoção nas redes sociais. Colegas de profissão da vítima e influenciadores manifestaram indignação, destacando a violência contra trabalhadores da limpeza urbana.
A família de Laudemir — que deixa esposa, uma filha de 15 anos e enteadas — recebeu apoio de diversas entidades, entre elas o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública do Espírito Santo (Sindilimpe-ES), que divulgou nota de repúdio ao crime.
Desdobramentos legais
Renê foi indiciado por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e ameaça. Ele segue preso enquanto aguarda os desdobramentos judiciais do caso.