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Chuvas em Minas: número de mortos chega a 36 na Zona da Mata

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais provocaram uma tragédia de grandes proporções. Até a manhã desta terça-feira (24), já haviam sido confirmadas 36 mortes em decorrência dos temporais que castigaram a região entre segunda-feira (23) e terça. Os dados foram divulgados pelo Governo de Minas, pelas prefeituras das cidades afetadas e pelo Corpo de Bombeiros. O balanço mais recente, atualizado às 7h55, aponta que a maior parte das vítimas está em Juiz de Fora, onde foram registradas 30 mortes. No município de Ubá, outras seis pessoas perderam a vida.

Além das vítimas fatais, as equipes de resgate continuam mobilizadas na busca por desaparecidos. Em Juiz de Fora, 31 pessoas ainda não foram localizadas, enquanto em Ubá duas pessoas seguem desaparecidas. A situação também deixou milhares de moradores fora de casa. Em Juiz de Fora, aproximadamente três mil pessoas estão entre desabrigadas e desalojadas. Já em Ubá, o levantamento indica 14 desabrigados e 46 desalojados.

De acordo com a Defesa Civil, considera-se desabrigada a pessoa que precisou deixar sua residência e depende de abrigo público para se manter. Já os desalojados são aqueles que também tiveram que sair de casa, porém conseguem se hospedar temporariamente com familiares ou amigos até que a situação seja normalizada.

O cenário de destruição é consequência de um volume de chuva muito acima da média para a região. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, informou que somente em um único dia o município registrou cerca de 190 milímetros de chuva. No acumulado do mês, o índice já chegou a 584 milímetros, número considerado extremamente elevado e que explica os alagamentos, deslizamentos e danos em diversos bairros da cidade.

Em Ubá, a intensidade do temporal também surpreendeu moradores e autoridades. Segundo informações da prefeitura, foram aproximadamente 170 milímetros de chuva em cerca de três horas e meia durante a noite de segunda-feira. O volume provocou uma inundação considerada a maior registrada nos últimos anos no município, deixando ruas alagadas, casas destruídas e famílias inteiras desalojadas.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, policiais e voluntários continuam trabalhando nas áreas afetadas para localizar desaparecidos, prestar socorro às vítimas e garantir apoio às famílias que perderam suas casas. Abrigos emergenciais foram montados para receber moradores que não têm para onde ir, enquanto máquinas e equipes técnicas atuam na limpeza de ruas, retirada de lama e avaliação de estruturas comprometidas.

O Governo de Minas acompanha a situação e mantém ações de apoio às cidades atingidas. A prioridade no momento é o resgate de possíveis sobreviventes, o atendimento às famílias afetadas e a reconstrução das áreas mais atingidas pelas chuvas. Autoridades também alertam para o risco de novos deslizamentos em regiões de encosta e pedem que moradores sigam as orientações da Defesa Civil.

A tragédia reforça o impacto que eventos climáticos extremos podem causar nas cidades, especialmente quando há grande volume de chuva em curto período de tempo. Enquanto as buscas continuam, a região da Zona da Mata vive dias de luto, solidariedade e mobilização para ajudar as vítimas do desastre.

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