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Carnaval e seus “braços abertos”: alerta para impactos sociais, culturais e espirituais da festa
Por: Pastor André Dias

PERIGOSOS BRAÇOS ABERTOS
Nos últimos dias, em Salvador e Belo Horizonte, vi muitos anúncios com a campanha de carnaval produzida por uma conhecida marca de bebida alcoólica. A popular expressão “de braços abertos” tem sido utilizada para comunicar que a bebida está aberta ao carnaval. Este é somente um lembrete daquilo que está preparado para acolher o carnaval.
Agora mesmo produtoras musicais estão veiculando letras de baixo padrão moral e artístico, ruídos que embalarão a massa tropega durante multos dias. Conceitos nocivos e permissões perigosas serão acolhidos ao som dos blocos de carnaval. Não é razoável negar a influência da música para a formação de um povo, portanto esta contribuição negativa se tomará uma triste lembrança da folia carnavalesca por muito tempo.
Limites do cartão de crédito e empréstimos com juros abusivos serão tolerados para financiamento de mais um evento. A população endividada continuará lembrando, por muito tempo, que a fatura da extravagancia custa caro. Menos pão na mesa e mais conflitos nas famílias é o que se pode esperar para os próximos meses.
O custo social do carnaval será elevado. Gastos excessivos com a máquina pública serão permitidos, para que os leitos de hospitais recebam público extra, as forças de segurança atendam chamadas intermináveis e a limpeza pública resolva o imenso problema do lixo produzido nestes dias. Faltarão recursos para outros serviços essenciais ao funcionamento harmonioso da sociedade.
Para os cristãos em Jesus, fica o convite a uma outra acolhida: “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” (Tiago 1:21,22). Quem já foi salvo da contaminação do mundo, não deseja ser acolhido pela folia destes dias.
Oremos por nosso povo carente de genuíno encontro com Jesus e alertemos quem está à nossa volta acerca dos perigosos braços que se abrem no carnaval. Deste acolhimento, devemos fugir.