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Câmara de Itabira adia votação sobre corte no cartão-alimentação dos Servidores

O projeto de lei 111/2025, que propõe o corte do cartão-alimentação no valor de R$ 470,01 para os servidores públicos da Prefeitura de Itabira que recebem acima de R$ 4.517,22, ainda não tem previsão de votação na Câmara Municipal. A proposta ficou fora da pauta da reunião ordinária realizada nesta terça-feira (29), conforme anunciado pelo presidente da Casa, Carlos Henrique da Silva Filho, o Carlin Sacolão Filho (Solidariedade).

A decisão de não incluir o projeto na ordem do dia foi tomada no dia anterior, segundo o presidente. Carlin afirmou que a Câmara de Itabira pretende dialogar com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Auro Gonzaga, antes de dar continuidade à tramitação. A reunião entre as partes deverá acontecer ainda nesta semana, mas sem data definida até o momento.

Reunião com sindicato deve acontecer nesta semana
A reunião desta terça-feira teve início com quase uma hora de atraso, devido a uma deliberação entre os vereadores e o secretário de Governo, Roberto Ferreira Chaves, sobre o projeto. Apesar das manifestações de servidores contrários à proposta, a presidência da Câmara decidiu adiar a discussão.

Em coletiva de imprensa após a sessão, Carlin Filho destacou que o Legislativo não pretende entrar em conflito com os servidores. Segundo ele, alguns parlamentares vêm sendo alvo de críticas e agressões verbais durante os debates sobre o projeto.

“A gente tem que ter essa cautela, o respeito com o próximo. Isso é o que a gente espera de qualquer ser humano. Ainda essa semana, vamos ouvir o presidente do sindicato, escutar também o governo e ver até onde conseguimos avançar nessas negociações”, declarou o presidente.

Projeto 111/2025 segue sem data para votação
Enquanto as discussões avançam, o projeto 111/2025 segue suspenso, sem previsão de votação. O texto tem gerado grande repercussão entre os servidores municipais, que consideram o cartão-alimentação um direito adquirido. Por outro lado, o Executivo argumenta que a medida busca equilibrar os gastos públicos, diante da queda na arrecadação.

A expectativa é que o encontro entre a Câmara, o sindicato e representantes do Executivo possa levar a um consenso que atenda às demandas dos servidores sem comprometer o orçamento do município.

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