Cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena na Índia após a confirmação de dois casos do vírus Nipah, patógeno de alta letalidade que volta a gerar alerta no país. Identificado pela primeira vez em 1999, o vírus já causou surtos em diferentes regiões da Ásia e provocou preocupação recente no território indiano, em 2023.
O Nipah pode provocar infecções respiratórias agudas e encefalite, uma inflamação no cérebro que causa inchaço e pode levar a complicações graves. A transmissão ocorre tanto entre seres humanos quanto por meio de animais, especialmente morcegos e porcos. Devido ao seu potencial epidêmico, o vírus é classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, não há vacina nem tratamento específico para a doença.
Diante do cenário, aeroportos de países asiáticos reforçaram protocolos de vigilância sanitária. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram procedimentos de verificação de saúde semelhantes aos adotados durante a pandemia de Covid-19. Na China, a emissora estatal CCTV informou nesta terça-feira (27), citando autoridades de controle de doenças, que não há registros de infecção pelo vírus Nipah no país, embora exista o risco de casos importados.
Sintomas da infecção
O vírus Nipah pode afetar o sistema nervoso central e provocar diferentes inflamações. De acordo com a OMS, o período de incubação varia entre 4 e 14 dias, embora já tenha sido registrado um caso com até 45 dias antes do aparecimento dos sintomas.
Entre os principais sinais da infecção estão alteração do nível de consciência, convulsões, febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos e, em alguns casos, pneumonia.
Risco de chegada ao Brasil
Atualmente, o vírus Nipah está restrito a regiões onde já houve registros, como Malásia, Indonésia e Índia. A possibilidade de chegada a outros países, incluindo o Brasil, é considerada baixa, especialmente fora de contextos de aumento significativo da transmissão entre humanos.