A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na tarde da última terça-feira (28), um homem de 58 anos em Itabira. A prisão preventiva foi decretada após a constatação de descumprimento reiterado de medidas protetivas de urgência contra a ex-cunhada do suspeito, de 42 anos.
De acordo com o delegado Diogo Luna, a ação é resultado de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do município. O trabalho policial identificou que o investigado vinha desrespeitando determinações judiciais impostas para garantir a segurança da vítima.
Histórico de ameaças e agressões
As apurações apontam que, desde julho de 2025, o homem estava proibido pela Justiça de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a vítima, após episódios de agressão física e ameaças.
Mesmo diante da ordem judicial, no dia 2 de fevereiro de 2026, o suspeito voltou a abordar a mulher em via pública, na região central da cidade. Na ocasião, ele teria proferido ofensas e ameaças de morte. Pessoas que estavam no local precisaram intervir para evitar uma situação mais grave, permitindo que a vítima deixasse o local em segurança.
Prisão preventiva foi considerada necessária
O delegado responsável pelo caso, João Martins Teixeira, destacou que a medida foi essencial para garantir a proteção da vítima.
Segundo ele, a prisão preventiva se tornou a alternativa mais eficaz diante da reincidência do investigado. A decisão visa preservar a integridade física e psicológica da mulher, além de evitar a escalada da violência.
Enquadramento na Lei Maria da Penha
O suspeito foi indiciado com base no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, que trata do descumprimento de medidas protetivas de urgência. Esse tipo de crime prevê punições mais rigorosas justamente para garantir a efetividade das decisões judiciais voltadas à proteção das vítimas.
Após os procedimentos na unidade policial, o homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.