Visando interromper um esquema estruturado de tráfico de drogas com atuação contínua e reflexos diretos na segurança viária da região, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Militar (PMMG), deflagrou, na manhã desta terça-feira (3/2), a operação Goodfellas, em Campo Belo, região Centro-Oeste do estado.
A ação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão temporária, uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, na apreensão de dois veículos e no bloqueio judicial de 17 imóveis vinculados a investigados por tráfico, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
As investigações tiveram início em abril do ano passado, após levantamentos indicarem que uma borracharia localizada às margens da BR-354 vinha sendo utilizada como ponto fixo de comercialização de entorpecentes, especialmente cocaína. O local atendia principalmente caminhoneiros, o que ampliava o risco à segurança no trânsito da região.
Durante o monitoramento, a PCMG identificou que os envolvidos atuavam no comércio de drogas sob o disfarce de prestação de serviços mecânicos. Ao longo da apuração, foram realizadas diversas apreensões, que somaram mais de 100 papelotes de cocaína, 55 buchas de maconha, duas barras de crack, 15 comprimidos de anfetamina e um revólver calibre 38 com munições.
Em outubro de 2025, um dos vendedores foi preso em flagrante no local, reforçando o conjunto de provas colhidas pela Polícia Civil que embasou as medidas judiciais cumpridas nesta fase da operação.
Levantamento patrimonial
Paralelamente, a Polícia Civil realizou levantamento patrimonial dos principais investigados, identificando a aquisição de veículos, imóveis e estabelecimentos comerciais com recursos provenientes do tráfico. Um dos alvos é suspeito de ter adquirido uma farmácia como forma de ocultar a origem ilícita do dinheiro.
Com decisão judicial favorável, foram bloqueados 17 imóveis, incluindo duas borracharias e uma fazenda, avaliados em mais de R$ 5 milhões, além da interdição da borracharia situada na BR-354.
O delegado responsável pela investigação, Matheus Nascimento e Silva, destaca que a operação representa o avanço de um trabalho técnico e contínuo. “As apurações demonstraram uma atuação criminosa estruturada, com divisão de funções, uso de estabelecimentos comerciais como fachada e movimentação patrimonial incompatível com a renda declarada”, afirma.