A primeira edição da MOSI — Mostra de Teatro de Rua de Itabira terminou após uma semana de atividades culturais realizadas entre os dias 14 e 20 de setembro.
A programação reuniu teatro, circo, dança, música, literatura, manifestações populares, oficinas, cortejos, encontros formativos e uma Feira de Artesanato e Economia Criativa. As atividades foram gratuitas e passaram por escolas, instituições culturais, pelo Instituto Alcântara e, entre os dias 17 e 20, tiveram a Praça Dr. Nelson Lima Guimarães, a Praça do Pará, como principal ponto de encontro.
A mostra foi realizada pelo Instituto Alcântara, por meio da Lei Rouanet. Segundo o balanço divulgado pela organização, crianças, jovens, adultos, idosos, famílias, artistas e artesãos participaram das atividades ao longo dos quatro dias de programação concentrada na praça.
Cortejos abriram programação na Praça do Pará
A abertura contou com a participação dos Marujos e Congados de Itabira, do bloco Olha o Palhaço no Meio da Rua e do Cortejo Xequeritas.
Os grupos percorreram ruas do bairro Pará antes de chegarem à praça, onde foram recebidos pelo Grupo Tumbaitá. Moradores acompanharam a passagem das apresentações ao longo do trajeto.
A proposta da organização foi reunir grupos tradicionais de Itabira e atrações convidadas de outras cidades dentro da mesma programação.
Teatro, circo, dança e música ocuparam a praça
A programação artística passou por diferentes linguagens.
Entre as atrações esteve “Chica, a Princesa Errante”, voltada ao público infantil, além da apresentação de dança “Motus”.
O espetáculo “Corações Trapezistas”, do Circo do Sufoco, de Belo Horizonte, também integrou a mostra, reunindo elementos de circo, comicidade e narrativa familiar.
Na música, uma das atrações foi Priscila Tossan. Segundo o release do Instituto Alcântara, a apresentação teve participação do público, que acompanhou as músicas na Praça do Pará. Outros shows passaram pelo samba, rock brasileiro e diferentes estilos musicais.
Organização relata boa recepção do público
O Instituto Alcântara também reuniu depoimentos de pessoas que acompanharam a primeira edição.
Entre as manifestações divulgadas estão comentários de Juliana Drummond e Valdênia Efigênia, além de pedidos para que o festival volte a ser realizado.
Esses relatos fazem parte do balanço produzido pela própria organização e, portanto, representam a percepção reunida pela equipe responsável pelo evento.
O material encaminhado à imprensa não informa uma estimativa total de público, número de participantes por espetáculo ou levantamento independente de avaliação da mostra.
Oficinas antecederam os espetáculos
A programação da MOSI começou antes das apresentações realizadas na Praça do Pará.
Oficinas foram promovidas em escolas, instituições culturais e na sede do Instituto Alcântara, abordando práticas circenses, expressão corporal, máscaras, jogos teatrais, improvisação, personagens e criação de cortejos.
Também foram realizados bate-papos envolvendo artistas, produtores, gestores culturais e comunidade, com discussões sobre criação artística, circulação, produção cultural e políticas públicas.
Feira reuniu artesãos e expositores locais
Durante os quatro dias de programação na Praça do Pará, a MOSI também recebeu uma Feira de Artesanato e Economia Criativa.
O espaço reuniu associações, artesãos e expositores locais para apresentação e comercialização de produtos.
O Instituto Alcântara afirma ainda que a realização do festival movimentou profissionais das áreas de produção cultural, comunicação, fotografia, audiovisual, transporte, hospedagem, alimentação, sonorização, iluminação, montagem e apoio técnico.
Não foram apresentados, entretanto, números de faturamento, ocupação hoteleira, geração de empregos ou impacto econômico que permitam dimensionar financeiramente esse movimento.
Organização defende maior espaço para artes cênicas
Ao avaliar a primeira edição, o diretor-presidente do Instituto Alcântara, Marcos Alcântara, afirmou que o projeto busca ampliar o espaço destinado ao teatro, circo, dança, literatura e manifestações populares na programação cultural de Itabira.
“Plantamos uma semente importante”, afirmou, ao defender maior presença dessas linguagens na cidade e na região do Médio Piracicaba.
Marcos também destacou a proposta de aproximar gratuitamente a produção cultural de escolas, ruas, praças e bairros, especialmente para públicos que têm menos acesso a espetáculos apresentados nos grandes centros.
Instituto começa a planejar edição de 2027
Após o encerramento da primeira MOSI, o Instituto Alcântara informou que já iniciou a captação de recursos para uma possível edição em 2027.
A intenção anunciada é ampliar a programação e fortalecer a presença de artistas locais, regionais e nacionais.
Segundo a organização, empresas e pessoas físicas poderão apoiar o projeto por meio dos mecanismos previstos na Lei Rouanet, observadas as regras aplicáveis à destinação de parte do Imposto de Renda para projetos culturais autorizados.
A captação de recursos, entretanto, significa que a próxima edição ainda depende da viabilização financeira do projeto.
O material divulgado pelo Instituto não informa, até o momento, orçamento previsto para 2027, valor que será buscado junto aos incentivadores nem datas definidas para uma eventual segunda edição.
Primeira edição ocorreu durante sete dias
A MOSI foi realizada entre 14 e 20 de setembro de 2026, sendo que a programação cultural concentrada na Praça do Pará ocorreu entre 17 e 20 de setembro.
O acesso às atividades foi gratuito.
O Instituto Alcântara é uma associação civil sem fins econômicos sediada em Itabira e atua, segundo sua apresentação institucional, em áreas como cultura, educação, memória, patrimônio, economia criativa e desenvolvimento social.