Morre aos 66 anos o sambista Arlindo Cruz

O cantor e compositor Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba e do pagode, morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos. Conhecido como o “sambista perfeito” — título inspirado em uma de suas músicas e na biografia escrita por Marcos Salles —, ele enfrentava complicações de saúde desde março de 2017, quando sofreu um AVC que deixou sequelas e o tornou dependente de cuidados.

A família e a equipe do artista confirmaram a morte por meio de uma nota emocionante, destacando sua trajetória como poeta do samba, homem de fé, alegria e generosidade.

“Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões. Arlindo deixa um legado imenso para a cultura brasileira, um exemplo de força e paixão pela arte”, diz o comunicado.

Uma vida dedicada ao samba

Nascido em Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, Arlindo Cruz teve contato com a música desde a infância, incentivado pelo pai, músico e promotor de rodas de samba. Aos 6 anos, ganhou seu primeiro cavaquinho, instrumento que o acompanhou por toda a carreira.

Foi um dos integrantes do grupo Fundo de Quintal, referência no gênero, e compôs mais de 500 músicas, entre elas sucessos como “Meu nome é favela” e “Coisa de pele”.

Família e legado

Arlindo deixa três filhos, incluindo o cantor Arlindinho e a influenciadora Flora Cruz. Seu relacionamento com Babi Cruz, empresária e ex-porta-bandeira, foi marcado por amor e parceria, servindo de inspiração para várias composições. Em entrevistas, Babi já destacou que a doença mudou as prioridades da família e reforçou o valor do cuidado e do afeto nos últimos anos.

O legado de Arlindo Cruz segue vivo na música brasileira, na história do samba e no coração de seus fãs.

Comments (0)
Add Comment