Julgamento de acusado de homicídio em Itabira começa no Tribunal do Júri


O Tribunal do Júri da Comarca de Itabira iniciou nesta quarta-feira (25), às 8h30, o julgamento de um homem acusado de homicídio qualificado ocorrido no bairro Monsenhor José Lopes. A sessão acontece no Fórum Desembargador Drummond e deve analisar as circunstâncias da morte de um jovem registrada em 2024.


O réu, Matheus Henrique de Freitas, tinha 19 anos na época do crime e responde pela morte de Douglas Henrique Silva Ribeiro, de 21 anos. O assassinato aconteceu na noite de 1º de maio de 2024, na Rua Dom Mário Gurgel.
Como aconteceu o crime
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais, o acusado teria agido com outras pessoas, entre elas um adolescente. O grupo teria observado a movimentação da vítima antes de realizar o ataque em via pública.


Segundo a investigação, Douglas foi surpreendido e atingido por disparos feitos pelas costas. Após cair no chão, ele teria sido novamente alvejado. A vítima morreu ainda no local.


A acusação sustenta que o crime possui qualificadoras, incluindo motivo considerado torpe e o uso de meio que colocou outras pessoas em risco, já que os tiros foram efetuados em local aberto. Também foi apontado recurso que dificultou a defesa da vítima.
Possível ligação com tráfico de drogas
Conforme o Ministério Público, o homicídio pode estar relacionado à disputa ou dinâmica do tráfico de drogas na região onde ocorreu o crime. Essa hipótese faz parte da linha de acusação apresentada ao Tribunal do Júri.
Além da acusação de homicídio qualificado, o réu também responde por outros crimes: corrupção de menores, associação para o tráfico de drogas e constrangimento ilegal.
Este último ponto estaria relacionado a ameaças feitas à mãe da vítima dias depois do assassinato.
Réu está preso desde 2024
Matheus Henrique de Freitas está preso preventivamente desde o dia 24 de maio de 2024. Durante o julgamento, caberá ao Conselho de Sentença — formado por cidadãos — decidir se o acusado é culpado ou inocente pelas acusações apresentadas.


Caso haja condenação, a definição da pena será feita pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, conforme prevê a legislação brasileira.
Papel do Tribunal do Júri
O promotor de Justiça Jonas Monteiro, responsável pela acusação no caso, destacou que o julgamento representa a atuação do Ministério Público na defesa da vida e no enfrentamento de crimes graves. No Tribunal do Júri, cabe à sociedade, representada pelos jurados, avaliar as provas e decidir o destino do réu.
O caso chama atenção em Itabira por envolver um crime com características de execução e possível ligação com o tráfico, fatores que reforçam a gravidade das acusações apresentadas.

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