O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou nesta quarta-feira (25) que, por restrições legais, não poderá arcar com os custos do traslado do corpo da brasileira Juliana Marins, de 24 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia. A negativa é baseada no artigo 257 do Decreto 9.199/2017, que impede o uso de recursos públicos para esse tipo de despesa, atribuindo a responsabilidade à família da vítima.
Juliana, natural de Niterói (RJ), estava desaparecida desde a última sexta-feira (20), quando sofreu uma queda de cerca de 300 metros durante uma trilha. O corpo foi localizado quatro dias depois, a aproximadamente 650 metros do ponto da queda. De acordo com autoridades do Parque Nacional de Rinjani, o resgate foi complexo e durou mais de 14 horas.
Formada em Publicidade pela UFRJ e dançarina de pole dance, Juliana realizava um mochilão pela Ásia desde fevereiro. Antes de chegar à Indonésia, ela já havia visitado Filipinas, Tailândia e Vietnã.
Familiares relatam que Juliana sobreviveu por algumas horas após o acidente e chegou a ser avistada por turistas, que compartilharam sua localização. No entanto, o resgate foi dificultado pelas condições geográficas da área. Somente com o uso de drones e diversas tentativas a equipe conseguiu localizar e retirar o corpo.
O Itamaraty afirmou que está prestando suporte consular à família, oferecendo orientações e apoio nos trâmites burocráticos. Entretanto, reiterou os limites legais de sua atuação, que proíbem o custeio de despesas médicas, traslados, serviços advocatícios e interferência em legislações locais.
A morte de Juliana gerou grande comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares prestam homenagens e organizam campanhas para arrecadar recursos que possibilitem o retorno do corpo ao Brasil.