O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo-MG), confirmou nesta quinta-feira (26) que é pré-candidato a deputado federal nas próximas eleições. O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais.
Reeleito em 2024 com 83.298 votos, Gleidson venceu a disputa municipal contra Laiz Soares (PSD) e garantiu novo mandato à frente do Executivo. Agora, o prefeito afirma que pretende levar para Brasília pautas que, segundo ele, ultrapassam os limites administrativos do município.
No vídeo divulgado, o chefe do Executivo municipal declarou que percebeu que muitas soluções para a cidade dependem de decisões tomadas em nível federal. Ele também afirmou que “não está deixando a prefeitura”, embora a legislação eleitoral determine a necessidade de desincompatibilização para concorrer ao cargo de deputado federal.
Caso oficialize a candidatura dentro do prazo legal, Gleidson deverá se afastar da administração municipal. Nesse cenário, a vice-prefeita Janete Aparecida (Avante) assumirá a chefia do Executivo de Divinópolis.
Contexto político familiar
Gleidson integra uma família com forte presença na política mineira. Ele é irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que também se movimenta no cenário estadual, e do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL-MG), integrante da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Polêmica recente
A movimentação eleitoral ocorre semanas após uma controvérsia envolvendo o prefeito. Ele foi acusado de racismo após publicar um vídeo nas redes sociais que gerou forte repercussão negativa.
Na gravação, um gorila corria em direção à Câmara Municipal e, após um efeito de transição, a imagem era associada ao chefe de gabinete Talles Duque. Após as críticas, o conteúdo foi removido.
Posteriormente, Gleidson se manifestou publicamente, reconheceu o erro e afirmou ser contra qualquer forma de discriminação. Segundo ele, não houve intenção de provocar ofensa racial.
Próximos passos
Com a pré-candidatura anunciada, o cenário político de Divinópolis entra em nova fase. Caso confirme a disputa à Câmara dos Deputados, o prefeito deverá cumprir os prazos legais de afastamento, alterando temporariamente o comando do Executivo municipal.
A definição oficial dependerá do calendário eleitoral e das convenções partidárias.