A Polícia Civil de Minas Gerais realizou uma operação em Itabira para cumprir um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de tortura contra um adolescente de 13 anos. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Itabira (DEAM).
De acordo com as investigações, os fatos ocorreram em novembro de 2025, no bairro Pedreira. Conforme apurado pela polícia, o adolescente — que possui transtornos psiquiátricos e deficiência intelectual — foi vítima de agressões físicas dentro da própria residência.
Segundo o inquérito policial, o crime teria sido motivado por um suposto “corretivo” solicitado por familiares da vítima com a intenção de controlar o comportamento do jovem. Durante as agressões, o suspeito teria desferido socos e aplicado golpes de enforcamento contra o adolescente, provocando inclusive episódios de vômito.
Ainda de acordo com a investigação, o homem apontado como autor das agressões seria conhecido na região e considerado temido por moradores da localidade. Diante da gravidade dos fatos e da condição de vulnerabilidade da vítima, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado.
O delegado responsável pelo caso, João Martins Teixeira Barbosa, destacou a importância da atuação da instituição na proteção de crianças e adolescentes. Segundo ele, a defesa dos direitos desse público é uma prioridade nas ações da Polícia Civil.
“A proteção integral de crianças e adolescentes é uma prioridade fundamental no trabalho da Polícia Civil. Casos que envolvem violência contra jovens em situação de vulnerabilidade exigem uma resposta firme do Estado para garantir que o ambiente familiar e comunitário seja preservado”, afirmou o delegado.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Conforme informado pela Polícia Civil, ele já possui registros anteriores relacionados a crimes graves.
As investigações continuam em andamento na unidade especializada da Polícia Civil, que busca esclarecer completamente as circunstâncias do crime, enquadrado na legislação que trata da prática de tortura no Brasil. O procedimento segue sob responsabilidade da delegacia responsável pelo atendimento a casos de violência contra mulheres e também de proteção a vítimas vulneráveis.