Homem é condenado a mais de 34 anos de prisão por matar companheira em Itabira

O Tribunal do Júri de Itabira condenou um homem a 34 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato da própria companheira. O caso foi julgado como feminicídio qualificado e a decisão atendeu ao pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que sustentou as circunstâncias agravantes durante o julgamento.

O Conselho de Sentença acolheu as teses apresentadas pela acusação e reconheceu que o crime foi cometido com uso de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva do réu.

Segundo a denúncia apresentada pela 5ª Promotoria de Justiça de Itabira, o crime ocorreu em março de 2025, dentro do apartamento onde o casal residia. Conforme as investigações, após uma discussão motivada por razões consideradas banais, o homem desferiu um golpe de faca no peito da mulher. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O Ministério Público destacou que o ataque ocorreu de forma repentina, sem dar à vítima qualquer possibilidade de reação ou defesa. O crime foi classificado como feminicídio por ter sido cometido no contexto de convivência íntima e por envolver histórico de violência doméstica e familiar. Registros anteriores em boletins de ocorrência já apontavam episódios de agressões.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras apresentadas pela acusação, o que contribuiu para o aumento da pena. A condenação reforça o entendimento da Justiça sobre a gravidade dos crimes praticados contra mulheres em contexto de violência doméstica.

O MPMG ressaltou que a decisão representa uma resposta firme do sistema de Justiça no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, destacando a importância das denúncias e do acompanhamento de casos de agressão para evitar desfechos trágicos.

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