A Justiça de Itabira, na região Central de Minas Gerais, condenou um homem a 210 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O réu foi considerado culpado por cometer abusos sexuais sistemáticos contra a própria filha ao longo de um período de três anos.
A sentença foi assinada na última quinta-feira (21/05) pelo magistrado Gustavo Eleutério Alcalde. Como já cumpria prisão preventiva no decorrer do processo, o réu teve o direito de recorrer em liberdade negado pela Justiça.
De acordo com os autos divulgados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o ciclo de violência teve início no ano de 2022, período em que a vítima tinha menos de 14 anos de idade. Devido à idade da adolescente na época, a Justiça tipificou dez episódios iniciais como estupro de vulnerável.
Mesmo após a vítima completar 14 anos, os crimes não cessaram. As investigações policiais e o relatório processual apontaram que, entre 2022 e 2025, o pai continuou a forçar relações sexuais e atos libidinosos mediante o uso de violência física e graves ameaças psicológicas. Essa continuidade delitiva gerou outras dez condenações por estupro convencional.
Diante das evidências apresentadas pelo Ministério Público, o próprio acusado acabou confessando a autoria dos abusos.