Uma funcionária de um estabelecimento comercial denunciou um suposto caso de importunação sexual ocorrido em uma loja localizada na Avenida João Pinheiro, na região central de Itabira. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar de Minas Gerais no início da tarde de quinta-feira (19), por volta das 12h54.
De acordo com o relato da vítima, uma mulher de 48 anos, o comportamento inadequado teria partido de seu superior hierárquico dentro do local de trabalho. Segundo a funcionária, o episódio mais recente ocorreu após o gerente chamá-la até o almoxarifado da loja, um espaço que não possui sistema de monitoramento por câmeras.
A trabalhadora relatou que, ao entrar no local, o homem teria fechado a porta, o que a deixou apreensiva. Diante da situação, ela afirmou ter demonstrado inquietação, momento em que a porta foi aberta. Em seguida, a mulher saiu do estabelecimento e acionou a Polícia Militar.
Vítima relata episódio ocorrido no dia anterior
Durante o atendimento da ocorrência, a funcionária também informou aos policiais que a importunação sexual teria ocorrido no dia anterior, quarta-feira (18). Segundo seu depoimento, enquanto aguardava a chegada de clientes na loja, o gerente teria se aproximado e esfregado o corpo contra ela sem consentimento.
A vítima afirmou que o episódio a deixou constrangida e desconfortável no ambiente de trabalho. Questionada pela polícia sobre o ocorrido no almoxarifado, ela declarou que, naquele momento específico, não houve ato de natureza sexual, mas reiterou que a situação do dia anterior caracterizaria a importunação.
Sistema de câmeras estava inoperante
Conforme apurado no local, o sistema de monitoramento do estabelecimento estava inoperante, o que impossibilitou a verificação de eventuais imagens que pudessem confirmar ou esclarecer os fatos relatados.
Diante da situação, os militares orientaram a vítima a procurar a Polícia Civil de Minas Gerais, especialmente a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, para registrar formalmente a denúncia e dar prosseguimento às investigações.
Outras funcionárias relatam situações semelhantes
Durante o registro da ocorrência, outras colaboradoras do estabelecimento também relataram situações envolvendo o mesmo suspeito. Uma funcionária, que preferiu não se identificar, afirmou que em dezembro do ano passado teria sido alvo de uma tentativa de beijo forçado por parte do gerente, sem seu consentimento.
Outra trabalhadora declarou que, em ocasião anterior, encontrou um preservativo aberto debaixo da mesa utilizada pelo suspeito dentro da loja. As informações foram repassadas aos policiais e registradas na ocorrência para conhecimento das autoridades responsáveis pela investigação.
Suspeito nega acusações
O homem, de 38 anos, negou as acusações apresentadas pelas funcionárias. Em sua versão, ele afirmou que a denunciante teria apresentado comportamento considerado por ele como antiprofissional no ambiente de trabalho.
Entre as alegações, o suspeito disse que a funcionária costumaria se ausentar antes do término do expediente, além de não apresentar atestados médicos quando necessário. Ele também declarou que a trabalhadora teria solicitado autorização para experimentar peças da loja em sua própria residência.
Ainda segundo o gerente, em uma ocasião anterior, a própria funcionária teria passado a mão em seu corpo, o que, segundo ele, também teria sido uma situação inadequada.
Caso será investigado pelas autoridades
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar e encaminhada para as autoridades competentes, que deverão analisar os relatos e eventuais provas apresentadas pelas partes envolvidas.
O caso deverá ser acompanhado pela Delegacia de Atendimento à Mulher, responsável por investigar denúncias relacionadas a crimes contra mulheres, incluindo casos de importunação sexual e assédio no ambiente de trabalho.
As autoridades destacam que denúncias desse tipo são importantes para que os fatos sejam apurados e para garantir que eventuais responsabilidades sejam devidamente investigadas conforme a legislação vigente.