O público do Flitabira 2026 poderá visitar gratuitamente a exposição “Correspondências: memória, imagem e presença”, que chega a Itabira por meio do Memorial Vale Itinerante.
A mostra ficará aberta entre 29 de outubro e 1.º de novembro, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA).
A exposição reúne fotografias históricas, releituras artísticas e cartas narrativas em um percurso dedicado às histórias da população negra na formação de Poços de Caldas, no Sul de Minas.
Memória negra é ponto central da exposição
A proposta da mostra é aproximar documentação histórica e produção artística contemporânea para colocar em evidência personagens, experiências e memórias negras relacionadas à construção social e cultural de Poços de Caldas.
As imagens históricas são apresentadas em diálogo com novas interpretações artísticas e textos em formato de correspondência.
Esse cruzamento entre fotografia, arte e escrita busca ampliar a leitura sobre quem aparece, quem foi registrado e quais histórias permaneceram menos visíveis nos relatos tradicionais sobre a cidade.
Mostra integra programação do Flitabira
A exposição será apresentada durante a sexta edição do Festival Literário Internacional de Itabira.
O Flitabira acontece de 29 de outubro a 1.º de novembro, na FCCDA e em espaços do entorno. A programação oficial reúne literatura, debates, apresentações artísticas, atividades para crianças, lançamentos e exposições, com acesso gratuito.
A edição de 2026 tem como tema “A Máquina do Mundo em Nós – 75 anos de Claro Enigma”, em referência à obra de Carlos Drummond de Andrade.
Memorial leva exposições para outras cidades
O Memorial Minas Gerais Vale desenvolve ações itinerantes para levar parte de sua programação cultural para diferentes municípios.
Segundo a própria instituição, o objetivo do projeto é ampliar o acesso do público ao museu e levar exposições e atividades educativas para cidades mineiras. A visitação das mostras itinerantes é gratuita.
A iniciativa ganhou ainda mais importância durante o período de renovação do edifício-sede do Memorial, em Belo Horizonte, quando a instituição ampliou sua programação fora da capital.