O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs, de 55 anos, foi absolvido nesta quarta-feira (2) das principais acusações de tráfico sexual e conspiração para extorsão em julgamento nos Estados Unidos. No entanto, o júri o considerou culpado em duas acusações de transporte com fins de prostituição, envolvendo a cantora Cassie Ventura e uma segunda mulher identificada como “Jane Roe”.
Cada uma das duas condenações pode acarretar até 10 anos de prisão. Apesar disso, o veredito foi considerado mais brando do que o esperado, especialmente diante das graves denúncias de que Diddy liderava uma rede criminosa ligada ao tráfico sexual por mais de duas décadas.
O júri levou cerca de 14 horas para deliberar e surpreendeu a imprensa e o público que acompanhavam o caso, muitos dos quais manifestaram apoio a Diddy. Após a leitura do veredito, feita pela porta-voz do júri, o rapper demonstrou alívio, acenando positivamente para seus advogados e familiares.
Apesar da defesa ter solicitado a soltura do artista, o juiz federal Arun Subramanian negou o pedido de fiança. Segundo a Promotoria, Diddy representa risco de fuga e ameaça à sociedade. O magnata seguirá preso no Brooklyn até a leitura da sentença, prevista para as próximas semanas.
Relembre o caso
Diddy enfrentava cinco acusações federais:
- Conspiração para extorsão (absolvido);
- Tráfico sexual de Cassie Ventura (absolvido);
- Transporte de Cassie Ventura para prostituição (culpado);
- Tráfico sexual de “Jane Roe” (absolvido);
- Transporte de “Jane Roe” para prostituição (culpado).
As denúncias alegavam que o artista organizava festas conhecidas como “freak-offs”, nas quais mulheres, sob efeito de drogas, eram coagidas a participar de atos sexuais. A defesa alegou que todas as relações eram consensuais e que Diddy apenas vivia um estilo de vida “swinger”.
Mesmo com a absolvição das principais acusações, a condenação parcial mantém Diddy em situação delicada, à espera da sentença definitiva.