Uma denúncia de possíveis maus-tratos contra duas crianças, de 8 e 11 anos, levou a mãe das meninas e o padrasto à delegacia em São Gonçalo do Rio Abaixo.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, uma tia das crianças procurou a Guarda Civil Municipal por volta das 15h e relatou que as sobrinhas estariam sendo submetidas a castigos físicos de forma recorrente.
Denúncia menciona castigo sobre grãos de feijão
De acordo com o relato apresentado à Guarda Municipal, uma das crianças teria sido obrigada a permanecer ajoelhada sobre grãos de feijão cerca de duas horas antes da denúncia.
A familiar também apresentou fotografias que, segundo o boletim, mostravam marcas e hematomas nos joelhos de uma das meninas.
As imagens teriam sido feitas por outra tia, que afirmou ter presenciado um dos episódios e relatou já ter tentado intervir em outras ocasiões.
Conselho Tutelar foi acionado
Depois da denúncia, agentes realizaram diligências e localizaram o casal.
O Conselho Tutelar foi chamado para acompanhar a situação, e as duas crianças foram encaminhadas ao pronto atendimento municipal para avaliação.
Conforme o registro da ocorrência, foram identificadas marcas nos joelhos, e o documento médico produzido durante o atendimento foi anexado ao boletim.
O material encaminhado não informa se foram constatadas outras lesões ou se as crianças permaneceram sob alguma medida específica de proteção após o atendimento.
Padrasto reconheceu punição de joelhos, segundo boletim
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o padrasto teria admitido que colocava as enteadas de joelhos no chão como forma de punição.
Ele, porém, teria negado o uso de grãos de feijão ou outros objetos durante os castigos.
A declaração consta do registro policial e não representa, por si só, conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal.
Mãe disse que sabia das punições
Segundo o mesmo registro, a mãe das crianças declarou que tinha conhecimento das punições e que concordava com a prática porque acreditava que o comportamento e o desempenho escolar das filhas haviam melhorado.
Essa informação deve ser tratada como declaração registrada no boletim, e não como conclusão do portal sobre eventual responsabilidade da mãe.
Caso foi encaminhado à autoridade policial
Mãe e padrasto foram apresentados à autoridade policial para esclarecimentos e apuração dos fatos.
Uma testemunha também acompanhou a apresentação.
Até o momento, o material fornecido não informa se houve prisão, autuação em flagrante, indiciamento ou adoção de alguma medida judicial contra o casal.
Também não há informação sobre eventual acolhimento, afastamento do convívio familiar ou outra medida protetiva aplicada às crianças.
A identidade das meninas deve permanecer preservada.