Angela Maria Diniz Gonsalves, conhecida como Angela Ro Ro, morreu nesta segunda-feira (8), aos 75 anos, no Rio de Janeiro. A artista estava internada desde junho no Hospital Silvestre, na Zona Sul da capital, após complicações decorrentes de uma infecção pulmonar. Segundo veículos locais, ela passou por cirurgia e sofreu uma parada cardíaca.
Nascida em 5 de dezembro de 1949, Angela ganhou o apelido “Ro Ro” ainda na infância, em referência à sua voz rouca. Na década de 1970, durante viagem à Itália, conheceu Glauber Rocha, que a apresentou a Caetano Veloso. Participou tocando gaita no álbum Transa (1971) e, pouco depois, iniciou carreira solo ao retornar ao Brasil.
Seu primeiro disco, lançado em 1979, trouxe composições autorais como Gota de Sangue, Agito e Uso e Amor, Meu Grande Amor. No ano seguinte, consolidou-se na MPB com Só Nos Resta Viver, seguido de álbuns marcantes como Escândalo! (1981), A Vida é Mesmo Assim (1984) e Eu Desatino (1985).
Ro Ro também foi uma das primeiras artistas brasileiras a assumir publicamente sua orientação sexual, tornando-se referência de representatividade LGBTQIA+ na música. Em suas obras, refletiu experiências pessoais e abriu caminhos para a diversidade no cenário artístico.
Seu legado permanece vivo nas interpretações de grandes nomes da música brasileira, como Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Marina Lima, Simone e Zélia Duncan. A revista Rolling Stone a destacou como uma das 30 maiores vozes da história do país.