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Cinco homens são presos após invasão de área da Vale
Suspeitos, moradores de Itabira e Nova Era, foram detidos pela Guarda Civil Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo. Caminhonete, ferramentas e 16 carpetes com rejeitos foram apreendidos durante a ocorrência.
Cinco homens foram presos pela Guarda Civil Municipal (GCM) de São Gonçalo do Rio Abaixo após uma ocorrência envolvendo entrada não autorizada em uma área da Vale, na região da Mina de Brucutu. A ação aconteceu na noite desta quinta-feira (13) e também envolveu relatos de ameaças contra agentes e danos a veículos utilizados pela empresa.
Os detidos são moradores de Itabira e Nova Era. Depois da abordagem, eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de plantão, em Itabira, onde a ocorrência foi apresentada para as providências legais.
Durante a operação, uma caminhonete, ferramentas e 16 carpetes contendo rejeitos foram apreendidos. O veículo foi removido para um pátio de apreensão.
Segurança da Vale acionou a Guarda Municipal
Segundo as informações apuradas sobre a ocorrência, a equipe responsável pela segurança patrimonial da Vale percebeu uma nova movimentação de pessoas em área restrita e solicitou apoio da Guarda Civil Municipal.
Durante a intervenção, pelo menos cinco homens foram localizados. Conforme os relatos iniciais, eles teriam entrado sem autorização na propriedade e arremessado pedras contra veículos da empresa.
No momento da atuação da GCM, os suspeitos também teriam feito ameaças contra os agentes.
Diante da situação, os cinco homens receberam voz de prisão e foram conduzidos para Itabira.
A participação individual de cada detido e as circunstâncias da ocorrência ainda deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis. A prisão não representa condenação.
Carpetes seriam utilizados para reter materiais
Um dos elementos que chama atenção na ocorrência foi a apreensão dos 16 carpetes contendo rejeitos.
Segundo as informações levantadas, grupos que acessam irregularmente determinados pontos da área estariam colocando carpetes em locais por onde passam rejeitos da atividade minerária. O objetivo seria reter parte do material para posteriormente procurar minerais que possam ter algum valor comercial.
A prática, além das possíveis implicações legais, representa risco para quem entra nesses locais, já que ocorre dentro de uma área operacional, restrita e sujeita a perigos relacionados à própria atividade minerária.
Ferramentas que, conforme as informações iniciais, estariam relacionadas a essa atividade também foram recolhidas durante a ação.
Invasões estariam ocorrendo de forma recorrente
As entradas não autorizadas na região de Brucutu não seriam um episódio isolado.
Segundo informações reunidas pelas equipes que acompanham a situação, grupos estariam acessando áreas restritas de forma recorrente. Também existem relatos de confrontos com vigilantes, danos a veículos e até lançamento de fogos de artifício contra profissionais responsáveis pela segurança patrimonial.
A movimentação já vinha sendo acompanhada, inclusive com levantamento de veículos que supostamente seriam utilizados para levar pessoas até pontos próximos aos acessos.
Possível organização por aplicativos será investigada
Outra informação que deverá ser analisada pelas autoridades é a suspeita de que parte das ações seja organizada por aplicativos de mensagens.
Há relatos de utilização de grupos de WhatsApp para comunicação entre os envolvidos e da presença de pessoas posicionadas nas proximidades dos acessos à Mina de Brucutu com a função de avisar sobre a chegada de viaturas ou equipes de segurança.
Essas informações ainda precisam ser investigadas e confirmadas pelas autoridades competentes.
Dados reunidos sobre pessoas e veículos supostamente relacionados às invasões deverão ser encaminhados à Polícia Judiciária para auxiliar nas investigações e na identificação de outros possíveis envolvidos.
A expectativa é de continuidade das ações de fiscalização e patrulhamento na região. Além de proteger o patrimônio e os trabalhadores, a atuação busca impedir que pessoas ingressem em locais operacionais onde a entrada não autorizada pode representar risco grave à integridade física.